Cordel das Lembranças de Infância: De Barreiras a Brasília
Conheça o emocionante cordel de Flavio di Fiorentina sobre as memórias seculares da infância antiga, viajando pelas ruas de Barreiras até os dias em Brasília.
MEMÓRIA
Flavio di Fiorentina
6/12/20263 min read

Poema
Cordel das Lembranças de Infância:
De Barreiras a Brasília
- Versão Musical
Epígrafe:
"As lembranças de infância trazem um problema: os amigos desaparecem."
- Flavio di Fiorentina
Tempo de Leitura: 2 min e meio
🌞As lembranças da infância sempre encontram um jeito de voltar — às vezes como cheiro, às vezes como saudade.
Este é o poema “Coisas da infância”, uma versão em tom de repente e cordel, onde a memória ganha ritmo, humor e verdade.
Entre ruas de Barreiras, serras, buritis e rodas de fim de tarde, o texto resgata as joias perdidas de um tempo sem fotografias, mas cheio de vida.
Um convite para revisitar o menino que ainda mora dentro de nós.
Esta é a Versão Musical do poema "O menino-botão no bolso da minha camisa", de Flavio di Fiorentina. O texto foi adaptado em andamentos lineares para servir de letra para canção, ideal para arranjadores e compositores que buscam musicar a transição entre o caos externo e a calmaria do autoconhecimento.
A seguir, o poema completo “Cordel das lembrança de Infância.”
Poema sobre lembranças da infância, memória, terra natal
Cordel das Lembranças de Infância:
De Barreiras a Brasília - Versão Musical
Letra Estruturada (Andamentos)
[Andamento I: Introdução Tensa / Ritmo Percussivo]
No redemoinho que surgiu em meu caminho,
Eu me assustei, eu corri, eu me abriguei.
(Pausa na percussão)
Mas um menino pequeno, do tamanho de um botão,
Passou a viver no bolso da minha camisa.
E não importa a camisa, a cor ou o tamanho,
Ele vive, ele vive na minha camisa.
[Andamento II: Ritmo Leve e Fluido / Dedilhado]
Ele observa tudo, comenta baixinho,
Ele cutuca, ele ri, se assusta, aconselha.
Ele vive no bolso — às vezes sujo, outras limpo —
No bolso da minha camisa.
Mas o redemoinho foi embora... e ele sentiu.
[Andamento III: Crescente de Voz e Harmonia]
E me puxou com uma voz bem forte:
"Eu sei quem você é, seus desejos, suas escolhas,
Suas quedas, suas brincadeiras e os seus erros.
E não me importo, não me importo quem você seja!"
O meu eu disse para ele: "psiu!!!",
Numa reação inesperada ele cobrou o seu lugar.
Por Flavio di Fiorentina | 12 de Junho de 2026

[Andamento IV: Coda / Encerramento Suave (Fade Out)]
E eu, sem jeito, pedi desculpas.
Ele sorriu, ajeitou-se no bolso e me disse assim:
"— Vamos juntos. Vamos juntos caminhar.
Ainda temos muito a aprender um com o outro."
(Repete a última linha em tom decrescente até o silêncio)
Brasília (DF), 11 de junho de 2026
Texto de Flavio di Fiorentina
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📚 [Versão Recital]: O texto literário original em sua densidade poética.
🎸 [Versão Comum]: Adaptação rítmica e esqueleto melódico para compositores e músicos.
🎙️ [Versão para Compassos]: Estrutura cênica com marcações de pausas e ritmo para declamação.
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Quem é Flavio di Fiorentina
Flávio di Fiorentina é poeta e escritor baiano radicado em Brasília, autor do livro Amor nos tempos de lua minguante. Suas obras transitam pelas esquinas do eu, pela memória e pelo realismo fantástico.
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