Cordel das Lembranças de Infância: De Barreiras a Brasília

Conheça o emocionante cordel de Flavio di Fiorentina sobre as memórias seculares da infância antiga, viajando pelas ruas de Barreiras até os dias em Brasília.

COMPASSOS

Flavio di Fiorentina

6/19/20263 min read

Poema

Cordel das Lembranças de Infância:

De Barreiras a Brasília

- Versão para Compassos

Epígrafe:
"As lembranças de infância trazem um problema: os amigos desaparecem."
- Flavio di Fiorentina

Tempo de Leitura: 2 min e meio

🌞As lembranças da infância sempre encontram um jeito de voltar — às vezes como cheiro, às vezes como saudade.

Este é o poema “Coisas da infância”, uma versão em tom de repente e cordel, onde a memória ganha ritmo, humor e verdade.

Entre ruas de Barreiras, serras, buritis e rodas de fim de tarde, o texto resgata as joias perdidas de um tempo sem fotografias, mas cheio de vida.

Um convite para revisitar o menino que ainda mora dentro de nós.

Esta é a Estrutura em Compassos do poema "O menino-botão no bolso da minha camisa". A métrica original foi segmentada em compassos quaternários (sugeridos para batidas de metrônomo), facilitando o encaixe rítmico de linhas de baixo, violão ou piano para músicos parceiros do portal.

A seguir, o poema completo “Cordel das lembrança de Infância.” - Versão para Compassos

Poema sobre lembranças da infância, memória, terra natal

Cordel das Lembranças de Infância:

De Barreiras a Brasília - Versão para Compassos

Partitura Textual (Métrica de Tempos)

[Compasso de Abertura — 4 Tempos de Introdução Instrumental]

[Primeira Estrofe — Ritmo Marcado] No redem|oinho | que sur|giu

em meu ca|minho, | eu me assus|tei,

eu cor|ri, | eu me abri|guei.

[Segunda Estrofe — Entrada da Síncope/Leveza]

Mas um me|nino pe|queno, | do ta|manho de um bo|tão,

passou a vi|ver | no bolso da | minha ca|misa.

E não im|porta a ca|misa, a | cor, o ta|manho.

Ele | vive na | minha ca|misa.

[Terceira Estrofe]

Ele ob|serva | tudo, co|menta bai|zinho,

cutuca, | ri, | se as|susta, acon|selha.

Ele | vive no | bolso — | às vezes | sujo,

outras vezes | limpo — | da minha ca|misa.

[Quarta Estrofe — Crescente]

Mas o redem|oinho foi em|bora. | Ele sen|tiu.

E me pu|xou com | voz | forte:

eu sei quem vo|cê é, seus de|sejos, suas es|colhas,

suas | quedas, suas brin|cadeiras, seus | erros.

E não me im|porta | quem vo|cê seja.

[Quinta Estrofe — Breque Instrumental]

O meu | eu disse para | ele: | psiu!!!

Numa re|ação inespe|rada, ele | disse:
Por que vo|cê disse “p|siu”,

se eu | sempre es|tive aqui

atu|rando | vo|cê?

Por Flavio di Fiorentina | 12 de Junho de 2026

[Sexta Estrofe — Encerramento Lento]

E eu, sem | jeito, pe|di des|culpas.

Ele sor|riu, ajei|tou-se no | bolso e | disse:

— Vamos | juntos. A|inda temos | muito

a a|prender um | com o | outro.

[Fim — Acorde Final Sustentado]

Brasília (DF), 11 de junho de 2026

Texto de Flavio di Fiorentina

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📚 [Versão Recital]: O texto literário original em sua densidade poética.

🎸 [Versão Musical]: Adaptação rítmica e esqueleto melódico para compositores e músicos.

🎙️ [Versão Comum]: Estrutura cênica com marcações de pausas e ritmo para declamação.

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Quem é Flavio di Fiorentina

Flávio di Fiorentina é poeta e escritor baiano radicado em Brasília, autor do livro Amor nos tempos de lua minguante. Suas obras transitam pelas esquinas do eu, pela memória e pelo realismo fantástico.

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